Brasil: RNP – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

images1.jpg Eduardo Tadao Takahashi

As universidades brasileiras estão ligadas com redes de computadores mundiais desde 1989. Naquele ano, havia conexões com a Bitnet, uma rede semelhante à Internet, em várias instituições, como as universidades federais do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Os serviços disponíveis restringiam-se a correio eletrônico e transferência de arquivos. Somente em 1990, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) conectou-se com a Internet. No mesmo ano, foi criada a RNP, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a RNP interligou inicialmente onze Estados, com pontos-de-presença em cada capital. Essa arquitetura de linhas de comunicações e equipamentos compõe o que se chama de espinha dorsal (backbone) da RNP.
Hoje, os estados que têm ponto-de-presença na Internet são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

A partir de abril de 95, o Ministério das Comunicações e o Ministério da Ciência e Tecnologia decidiram lançar um esforão comum de implantação de uma rede integrada entre instituições acadêmicas e comerciais. Desde então vários fornecedores de acesso e serviços privados começaram a operar no Brasil. A Rede Nacional de Pesquisa e a Internet Acadêmica RNP é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) cujo objetivo é implantar uma moderna infra-estrutura de serviços Internet, com abrangência nacional. Até abril de 1995, a atuação da RNP se restringia a áreas de interesse da comunidade de educação e pesquisa do País.

Lançada oficialmente em 1990, a RNP contou com o apoio das Fundações de Pesquisa dos Estados de São Paulo (Fapesp), Rio de Janeiro (Faperj) e Rio Grande do Sul (Fapergs) e tem sido executada sob a coordenação política e orçamentária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A iniciativa concluiu ao longo de 1992/1993:

  • a implantação de uma espinha dorsal de comunicação, cobrindo a maior parte do país, a velocidades mínimas de 9.600 bits por segundo (bps);
  • a implantação de um conjunto de aplicações em diversas áreas de especialização; e
  • a execução de atividades de planejamento para o período 1994/1995, em que se espera lograr a efetiva consolidação da rede.

A presença da RNP nos Estados foi concebida como resultante da implantação de um conjunto de conexões interestaduais, interligando inicialmente onze Estados, com pontos- de- presença em cada capital.

Essa arquitetura de linhas de comunicações e equipamentos compõe o que se denomina espinha dorsal (backbone) da RNP.

Os seguintes Estados têm ponto- de- presença oficial da RNP ou um ponto de acesso operado por alguma instituição local e aberto à comunidade de educação e pesquisa na região: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

As instituições presentemente conectadas à RNP ou redes estaduais são as primariamente voltadas para educação, pesquisa ou gestão governamental. Cerca de 400 instituições de ensino e pesquisa do país estão ligadas em rede, incluindo a maioria das universidades e institutos de pesquisa governamentais. A partir dessa infra-estrutura, as instituições interessadas poderão, no futuro, implantar suas redes de serviços para atender a grupos de interesse específicos dentro da comunidade de educação e pesquisa.

Segundo as estimativas mais recentes, mais de 10.000 hosts estão interligados em rede no Brasil. Adotada a premissa de que cada host seja utilizado por seis usuários, o número total de usuários ativos hoje é estimado em 60 mil, primariamente para uso acadêmico.

Continua…

A RNP na Internet/BrasilA partir de abril de 95, quando o Ministério das Comunicações e o Ministério da Ciência e Tecnologia decidiram lançar um esforço comum de implantação de uma rede Internet global e integrada, abrangendo todo tipo de uso, surgiram as bases político/estratégicas da Internet/Brasil.

Nesse novo cenário, a RNP foi chamada a cumprir nova missão, compreendendo:

1. a concepção e a implantação de um modelo de serviços Internet no Brasil que assegure, em regime:

  • cobertura nacional e ampla capilaridade,
  • vasta gama de aplicações, e
  • baixo custo para o usuário final, com papel prioritário reservado à iniciativa privada.

2. a operação de um backbone nacional de uso misto (comercial e acadêmico), resultante da expansão e reconfiguração do backbone atual de uso puramente acadêmico.

3. Backbone da RNP

4. a operação (continuada) de serviços de alocação de endereços IP e de registro de domínios.

5. a aderência de todas as iniciativas de redes no país a padrões gerais de engenharia, interconexão, segurança, etc.; e

6. a coleta e disseminação de informações sobre Internet no Brasil.

Informações Adicionais sobre a RNP

Maiores informações sobre a RNP podem ser obtidas nos seguintes endereços:
http://www.rnp.br

RNP – Rede Nacional de Pesquisa
Coordenação Geral
Rua Catharina Signori Vicentin, 80
Jardim Novo Barão Geraldo
13084-120 – Campinas, SP
Tel.: (0192) 39-3359
Fax: (0192) 39-4926
E-mail: info@hq.rnp.br

Núcleo de Coordenação
IMPA – Instituto de Matemática Pura e Aplicada
Estrada Dona Castorina, 110
Jardim Botânico
22460-320 – Rio de Janeiro, RJ
Tel: (021) 294-9032
Fax: (021) 259-7796
E-mail: info@nc-rj.rnp.br
Diretrizes Gerais sobre a Internet/Brasil modelo instituído pelo Ministério das Comunicações e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para a evolução de serviços Internet no Brasil é o mais aberto possível, e pode ser resumido nos seguintes pontos:

i. Qualquer interessado pode implantar e operar serviços Internet no Brasil. Não há qualquer restrição de natureza de instituição (obs.: exceto no caso de empresas concessionárias de serviços de telecomunicações no Brasil, conforme item iii abaixo), tipo de serviço, área de cobertura, preços cobrados, etc.

Obs.: A única restrição se refere a meios físicos, que deverão ser contratados às empresas concessionárias de serviços de telecomunicações, às tarifas comerciais vigentes.

ii. Regras operacionais que deverão ser observadas por todos são as seguintes:

  • Todos os backbones de nível 1, isto é, os que operarem conexões diretas à Internet no exterior, deverão interconectar-se em pelo menos um dentre três pontos no país, a saber, em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, nos chamados Pontos de Interconexão de Redes (PIRs).
  • A alocação de endereços IP e o registro de domínios subordinados ao domínio “.br” serão feitos pela Rede Nacional de Pesquisa para qualquer solicitante, comercial ou educacional.
  • Padrões de engenharia de redes (incluindo “roteamento”, protocolos e serviços, segurança, etc.) serão únicos, e propostos por um Grupo de Engenharia de Redes, modelado entre outros no IETF (Internet Engineering Task Force), com participação aberta a qualquer interessado.

iii. As empresas concessionárias de serviços de telecomunicações no Brasil deverão concentrar-se em prover meios físicos de conexão. Em particular, as empresas não operarão serviços de acesso discado para usuários finais ou de informações para terceiros. Esse papel é prioritariamente reservado a empresas privadas.

iv. A implantação e a evolução de serviços Internet no Brasil serão coordenadas por um Comitê Gestor, ao qual todos os pontos acima enumerados se subordinarão, em última instância.

Cenário de Transição

Ao longo das discussões sobre cenários de evolução da Internet no Brasil e sobre alternativas de atuação estratégica do Governo Federal no tema, ficaram evidentes dois pontos fundamentais, a saber:

i. Em regime, a Internet no Brasil deve ser um serviço operado majoritariamente por empresas privadas, em livre competição.

Obs.: O único tratamento de exceção será o oferecido a instituições de educação e pesquisa, através de políticas próprias e complementares às diretrizes gerais.

Continua…

ii. A curto prazo, contudo, a retirada imediata do Governo Federal de qualquer ação na implantação de serviços Internet no Brasil se mostra potencialmente desastrosa, devido às seguintes razões:

  • isolamento e, em última análise, desperdício da experiência acumulada ao longo de 7 anos na comunidade acadêmica em Internet, tanto em termos tecnológicos como operacionais.
  • inexistência de hábito no Brasil de cooperação direta entre todos os potenciais concorrentes para a implantação de um serviço integrado único. Essa mudança de paradigma de atuação, mesmo nos EUA, sempre
  • envolveu agências do Governo Federal, e se reflete ainda hoje na organização do esforço da National Information Infra-Structure (NII) americana.
  • ausência de perspectivas de surgimento, mesmo a médio prazo (~ 5 anos)
  • de backbones comerciais com cobertura realmente nacional. Na opinião dos dirigentes das principais empresas de informática, comunicações e
  • informações que têm manifestado interesse em implantar serviços Internet no país, a tendência é todos se concentrarem nas capitais dos cinco ou seis estados mais desenvolvidos, interligadas por linhas dedicadas, e atender o restante do país por conexões discadas.
  • inexistência de mecanismos articulados para a capacitação intensiva de recursos humanos em redes TCP/IP (obs.: a tecnologia subjacente à Internet), especialmente para pequenas e médias empresas, apesar de haver considerável massa de expertise e experiência concreta no lado acadêmico.

Medidas de Transição

À luz dessas constatações, decidiu-se alavancar as seguintes ações:

i. Implantação de um primeiro backbone nacional de uso irrestrito para qualquer aplicação, com pelo menos um ponto em cada estado, e pelo menos um canal de alta velocidade ao exterior.

ii. Forte ênfase na articulação, em cada estado, de backbones estaduais, assegurando a chegada da Internet às principais cidades do interior, com eficiência e baixo custo.

iii. Implantação de um programa intensivo de capacitação de recursos humanos em redes, a ser transferido para o setor privado a curtíssimo prazo.

iv. Alavancagem de parcerias com empresas para a implantação de serviços-piloto de informações a custo zero ou simbólico para o usuário final da Internet no Brasil.

Fonte:
Guia do usuário Internet/Brasil
Rede Nacional de Pesquisa – RNP
http://www.rnp.br

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